ESCÂNDALO EM CAXIAS? Prefeitura compra 1.944 rolos de PVC que somam 972 quilômetros — distância suficiente para ligar Caxias a Belém do Pará

Home > Notícias

Data: 27/05/2026 15:17


Compartilhe:

Um possível escândalo envolvendo contratos milionários da saúde pública e compras de grande impacto financeiro levou o vereador Daniel Barros, conhecido como “Fiscal do Povo”, a anunciar a proposta de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Caxias.

A denúncia envolve contratos da Secretaria Municipal de Saúde com a empresa DISTRIBUIDORA MERCURY DE MEDICAMENTOS LTDA, incluindo uma adesão à ata no valor superior a R$ 22,5 milhões para fornecimento de medicamentos e materiais odontológicos “em caráter de urgência”.

O caso ganhou ainda mais repercussão após reportagem nacional divulgar áudios atribuídos a empresário investigado, mencionando suposto pagamento de R$ 130 mil relacionado ao Município de Caxias. O vereador afirma que não está fazendo acusação irresponsável, mas defende investigação rigorosa dos fatos.

“Não estou aqui para condenar ninguém previamente. Mas a população merece respostas. Quando se fala em contratos milionários da saúde e surgem áudios envolvendo dinheiro público, a Câmara tem obrigação constitucional de fiscalizar”, declarou Daniel Barros.

Além dos contratos da saúde, outro ponto que chamou atenção do parlamentar foi uma compra considerada gigantesca de tubos PVC.

Segundo levantamento apresentado pelo vereador, foram adquiridos 1.944 rolos de PVC de 500 metros cada.

Fazendo as contas:

• 1.944 rolos × 500 metros
= 972.000 metros de tubos PVC.

O que representa aproximadamente 972 quilômetros de material.

Para efeito de comparação, essa distância é praticamente equivalente ao trajeto entre Caxias e Belém.

“O povo quer entender onde foi colocado tanto material. É tubo suficiente para atravessar estados. Enquanto isso, muitos bairros continuam sofrendo com falta d’água, vazamentos e problemas estruturais”, afirmou o parlamentar.

Daniel Barros informou que a CEI deverá requerer:

• notas fiscais;
• ordens de fornecimento;
• comprovantes de entrega;
• relatórios de estoque;
• pareceres jurídicos;
• justificativas de urgência;
• empenhos e pagamentos;
• contratos completos;
• documentos relacionados ao COMEPA e ao pregão investigado pelo TCE do Piauí.

A base jurídica da comissão está fundamentada no art. 31 da Constituição Federal, que garante ao Poder Legislativo a função de fiscalização do Município, além dos arts. 44 e 45 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Caxias.

“Fiscalizar não é perseguir. Fiscalizar é defender o dinheiro do povo”, concluiu Daniel Barros.

Veja Mais
Desenvolvido por:
c2 tenologia web